A cada semana, avançamos em nosso estudo sobre o comportamento dos últimos espécimes Machistas em um planeta dominado pelo Feminismo.
Desta vez, vamos observar como um Machista analisa o Cavalheirismo, uma atitude muito comum no passado entre os homens, mas que hoje está fora de moda.
Sendo assim, conheça Arnaldo, um Machista de aproximadamente cinquenta anos e que igual a muitos cidadãos que vivem nas capitais deste país, sofre com os problemas do transporte público. Se você está se perguntando o que isso tem haver com o tema abordado nesta coluna, respondo que tem tudo. Primeiro, porque é em um ônibus ou metrô lotado que observamos os atos mais simples de cavalheirismo. Segundo, porque sempre que estamos em um ônibus lotado e ainda por cima presos em um engarrafamento, o passageiro do lado quer puxar assunto, não é mesmo? Principalmente quando você quer apenas ficar sozinho com seus pensamentos.
Foi em um destes dias, preso em um engarrafamento quilométrico, em um ônibus lotado e ainda por cima com as janelas fechadas por causa da chuva (não sei como é o inferno, mas imagino que o transporte para lá é deste jeito), que Arnaldo resolveu filosofar sobre o cavalheirismo com uma moça que estava sentada ao seu lado.
- Já notou como as pessoas estão cada vez mais sem educação? Pergunta Arnaldo, fazendo com que a moça apenas vire a cabeça e responda com um empolgante: “hum”.
Mesmo notando que ela não estava muito para conversa, Arnaldo respondeu a própria pergunta.
- Sabe... tenho notado que desde que o Feminismo tomou conta do mundo, ninguém mais faz gentilezas. O próprio homem que antigamente tinha o cavalheirismo a seu favor, hoje não o usa mais, já que para muitos isso é brega e antiquado. Muito triste não é mesmo?
A moça a seu lado, movimenta apenas um pouco do rosto e olhando fixamente para Arnaldo, responde “hum-rum”, porém de uma forma mais impaciente.
- Outro dia mesmo, vi um rapaz tentando abrir a porta do carro para sua acompanhante e ela simplesmente disse a ele que tinha mãos para fazer este serviço e coordenação motora suficiente para não cair com a cara no meio fio. Vê se pode? Fiquei imaginando o que ela diria se ele resolvesse pagar a conta do restaurante: “Sou uma mulher independente e não preciso de nenhum homem para pagar minha salada e meu suquinho de laranja”. – disse Arnaldo, fazendo caretas e movimentos de deboche.
A moça não estava gostando da maneira com que seu vizinho de cadeira explanava suas ideias sobre o fim do cavalheirismo. Fechou bem sua expressão, movimentou seu tronco e olhando diretamente para Arnaldo, fez questão de ouvir o que ele ainda tinha para falar sobre este assunto.
- Veja dentro deste ônibus... ninguém tem educação! Antigamente, os homens levantavam e cediam assentos para as damas e os idosos. Hoje, graças ao Feminismo, os homens não precisam ser mais cavalheiros e as mulheres não exigem mais estes mimos. Este mundo está perdido! – diz Arnaldo, mostrando toda sua indignação.
Porém, a moça a seu lado perdeu por completo a paciência. Via muita injustiça nas palavras de Arnaldo e por isso, fez questão de enfim, entrar na conversa
- Espere aí, senhor! Estou lhe escutando choramingar sobre a falta de gentileza no mundo e principalmente, colocando a culpa em nós mulheres por isso. Acho que agora, é a vez do senhor me escutar!
Arnaldo arregalou os olhos com surpresa pela maneira ríspida com que as palavras lhe eram dirigidas. Mesmo assim, a moça continuou.
- Acho que não pode reclamar! Principalmente porque não parece ser idoso e nem tem deficiências, mesmo assim, o rapaz que estava sentado aqui ao meu lado se levantou e deixou o lugar para o senhor!
Arnaldo então fecha sua expressão, abre um de seus braços apontando para o corredor lotado do ônibus e diz em alto e bom tom, o porquê de sua indignação.
- Sim! Mas minha esposa está grávida e desde que me sentei aqui, ninguém ainda se levantou para ela sentar!
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Nota do Autor: Recebi a piada desta coluna em meu e-mail, mas a ideia de adapta-la ao tema Cavalheirismo me ocorreu quando tomei pela última vez a linha 4111 na cidade de Belo Horizonte - MG. Fiquei abismado com a falta de educação dos passageiros, principalmente em relação aos mais velhos.
Nota Nota do Autor: Muitas mulheres reclamam atualmente da falta de Cavalheirismo por parte dos homens. Concordo plenamente com elas, mas quero alertar que o Homem Cavalheiro não é aquele que abre a porta do carro, ou paga a conta no fim da noite. O verdadeiro Cavalheiro é aquele que dá carinho, atenção, romantismo e fidelidade, mas lembre-se de também lhe proporcionar a mesma coisa.
Nota Nota Nota do Autor: A coluna esteve parada nas últimas semanas, pela memória fraca do autor. Simplesmente esqueci a senha do blog.

2 comentários:
Vi seu blog pelo facebook, e vim ler sobre do que tratava, achei o título muito criativo,rs.
Esse texto é bem interessante e cômico, mas gostei principalmente das notas.
Espero que tenha anotado a senha.. hehehe gostaria de voltar pra ler mais pots...
Parabéns pelo blog.
Abraço,
Kétlen.
Caramba...todo homem fala q as mulheres de hj não gostam de homens cavalheiros. Eu, q vivo no meio delas, nunca conheci uma!
=/
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